sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Ganhar ou perder?

Ganhámos o jogo. É bom. Em especial quando se perdeu os três anteriores. Por outro lado é mau. É mau porque o Jesualdo fica. Até porque toda a gente viu que não ganhamos com convicção. Não foi uma vitória inquestionável. E se for para voltar à anormalidade e perder os próximos jogos, ficando fora das contas da Europa, então mais valia ter perdido agora e esperar que o Porto, com equipa técnica renovada, ganhasse os jogos seguintes.


É claro que ganhar um jogo, da importância vital que este tinha, funciona como um bálsamo na musculatura cansada da equipa. Talvez até entusiasme o facto de ter alguém chamado Pélé a jogar na nossa equipa. Ou tirar a camisola, para festejar um golo para além da hora, incomum neste FCP, seja o menor dos pecados de um jogo que não se vence categoricamente. Também é certo que ao marcar o golo da vitória, perdemos o Lucho, o que se pode revelar fatal nas próximas contendas. Quer queiramos, quer não, a equipa continua a depender dramaticamente do Tango Argentino, ou da maneira como é dançado. E um tango só se dança aos pares...


Enfim, ganhamos novamente a esperança de que o Porto possa voltar a ser uma equipa vencedora e perdemos mais um pouquinho de paciência para este futebol sem sal, com jogadores claramente fora do baralho e um treinador acéfalo que pareceu ser o único convencido com esta vitória. Valha-nos ao menos que admitiu, embora com falsa modéstia, que o mérito era todo dos jogadores. Como se fosse preciso ele dizer.


Para quem já receava uma semana para esquecer, já foi uma alegria. Vejamos se no fim-de-semana se debelam todos os receios. Apesar de tudo, acredito.


Grão-de-bico PCJ

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